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29 de agosto de 2022

CCS - COORDENADORIA DE COMIUNICAÇÃO SOCIAL GABINETE PARCEIROS SEMUSA

Profissionais são orientados para atendimento aos casos suspeitos de monkeypox

Capacitação foi realizada para definir medidas preventivas e as ações de combate

Profissionais da saúde da Prefeitura de Ji-Paraná passaram por uma capacitação, promovida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Rondônia (CIEVS-RO), com os servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), para orientá-los sobre o atendimento aos casos suspeitos de monkeypox (varíola dos macacos).

De acordo com a diretora da Gerência de Vigilância em Saúde (GVS) da Semusa, Verediany Nascimento Araújo, a capacitação foi realizada para preparar os profissionais do município para o atendimento desta nova emergência em saúde pública.

“A primeira fase de sintomas da monkeypox se assemelha à uma gripe, com sintomas como febre, dor de cabeça e dor no corpo, calafrios, exaustão, que duram em média três dias. Na fase seguinte, é que aparecem as lesões na pele, que evoluem em cinco estágios, conhecidos como máculas, pápulas, vesículas, pústulas e finalmente crostas, estágio final quando caem”, detalhou Verediany.

A transmissão da doença pode ser causada pelo contato com essas lesões ou por fluidos corporais de uma pessoa infectada, pelo toque em objetos, tecidos (roupas, lençóis ou toalhas) e superfícies que foram usadas por alguém com a doença, além do contato com a secreção respiratória.

Atualmente, o Brasil ultrapassou a marca de 4 mil casos confirmados de monkeypox, conforme boletim do Ministério da Saúde. “A doença é uma realidade em nosso país. Rondônia ainda não tem nenhum caso confirmado, porém precisamos preparar a rede de assistência à saúde e nossos profissionais para atender essa nova demanda”, garantiu Wanessa Oliveira e Silva, secretária da Semusa.

Quem apresentar os sintomas característicos da monkeypox deverá procurar a Unidade de Pronto Atendimento Anna Beatriz Oliveira da Silva (UPA do 2º Distrito) e nas unidades básicas de saúde (UBSs) para o atendimento primário.

“Os pacientes suspeitos serão encaminhados para testagem no laboratório da Divisão de Vigilância Epidemiológica, que atenderá das 13h30 às 18h, de segunda a sexta-feira. A monkeypox é uma emergência em saúde pública e já uma realidade em nosso país, por esse motivo é importante organizar os serviços de saúde para receber essa demanda”, explicou Verediany.

A monkeypox ficou popularmente conhecida pelo nome de varíola dos macacos, porém a nomenclatura foi alterada para destacar que, apesar dos animais darem nome à doença, os macacos não transmitem o vírus aos humanos.

“Por conta do antigo nome, foram registrados casos de agressão aos animais, por isso, para ressaltar que a doença não é transmitida por eles, foi recomendado a adoção da terminologia em inglês”, alertou a diretora da GVS.

A monkeypox é considerada uma zoonose, ou seja, doença infecciosa transmitida entre animais e pessoas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o vírus tenha chegado aos humanos a partir de pequenos roedores, como ratos, esquilos e cães-da-pradaria.